3 de out de 2009

Plantas Carnívoras

Coleciono algumas plantas carnívoras e vou mostrar aqui um pouquinho sobre elas.

As Plantas Carnívoras possuem uma particularidade que é a captura de seres vivos para sobreviver. Habitantes de solos pobres em nutrientes, elas buscaram se adaptar ao ambiente desenvolvendo diferentes formatos de armadilhas afim de conseguir seu complemento alimentar. Algumas pessoas têm medo ao se aproximar ou colocar as mãos nessas plantas porque pensam que elas podem atacar ou morder. Mas isso não é verdade, apenas se alimentam de seres pequenos, em sua maioria insetos e moluscos. Há casos de captura de sapos, ratos e até pássaros, mas estes caíram acidentalmente nas armadilhas, pois esses animais também se alimentam de insetos.


Armadilhas mais comuns:


dionaea muscipula carnivoras As armadilhas em forma de jaula ou dentes são as mais conhecidas encontradas em Dionaea muscipula (Papa-moscas). O inseto é atraído pelo néctar e entra na jaula, os gatilhos dentro dela acionam a armadilha, fechando-a e prendendo o inseto.






Armadilhas de folhas colantes são encontradas em Drosera, Byblis liniflora e outras. As folhas são revestidas de pêlos com glândulas colantes que envolvem os insetos.







planta carnivora drosera




Os ascídios, folhas ocas como trombetas ou jarros em ponta de folhas, atraem os insetos e estes escorregam para dentro desses ascídios caindo no líquido digestivo não podendo mais escapar. As Nepenthes, Sarracenia e outras possuem esses tipos de armadilhas.




Origem



As Plantas Carnívoras são nativas de florestas equatoriais e dos trópicos. Foram encontradas pela primeira vez no século XVIII pelo inglês J. Ellis em 1768. São conhecidas até agora mais de 500 espécies espalhadas pelo mundo, no Brasil há grande variedade encontrada em Minas Gerais, Bahia e Goiás.



Dicas de Cultivo

- O local de cultivo pode variar desde meia sombra a sol pleno(maioria), ao ar livre é a melhor opção, pois assim elas podem caçar tranquilamente.

- Deve-se manter extremamente úmido o solo onde estão plantadas, esse solo deve ser completamente sem adubo.

- Esses tipos de solo podem ser combinados, misturados ou não com areia grossa: pó de fibra de côco, musgo sphagnum e pó de xaxim.

- Algumas plantas têm período de dormência nos meses frios, outras apenas desaceleram o crescimento.

- A planta mais fácil para se iniciar no cultivo é a Dionaea muscipula (Papa-moscas) que não exige muitos cuidados.

- A haste floral de Dionaea pode ser sempre cortada, a não ser que se queira ver as flores ou sementes, a haste floral drena muita energia da planta, e a planta produz normalmente muitas mudas.

- Nepenthes precisam ser borrifadas com água pelo menos uma vez por dia. (uma exceção para N. X mixta x khasiana).


Obs.: Além das dicas, a observação no cultivo é importante, assim se percebem as reais necessidades das plantas. Para saber um pouquinho mais sobre eles, indico meu blog sobre o cultivo de minhas plantas carnívoras: Diário de Cultivo - Plantas Carnívoras.



Aqui um Mini Bog (minipântano) onde as plantas ficam em floreiras com sistema de umidade no fundo, elas ficam como na natureza, sob sol e chuva.



mini bog plantas carnívoras

Como construir um Bog ou Minibog:


- 1 Floreira sem furos ou com furos;


- 1 pedaço de cano de pvc;


- Pedras ou argila expandida;


- Argamassa (somente para cobrir os furos da floreira, se tiver furos);


- Pó de côco ou pó de xaxim;


- 1 tela fina de náilon. Compre uma floreira, de preferencia sem furos, e coloque a um canto o cano de pvc.


Preencha o fundo até mais ou menos 3 cm com argila expandida. Cubra a camada de argila com uma tela fina separando o substrato da argila. Complete a floreira com o subtrato. Faça um furo na floreira do lado oposto ao cano, na altura um pouco acima da camada de argila expandida. Coloque água pelo cano de pvc até vazar pelo furo. Plante as plantas.



Aqui um vídeo bem interessante mostrando o poder de captura de insetos:

29 de ago de 2009

Lithops - A Planta Pedra

lithops-planta-cultivo-pedra
Lithops (Planta-pedra, Cacto pedra, Living Stone, Flowering Stones)

Lithops é uma planta sul-africana da família Mesembryanthemaceae, encontrada em regiões secas onde há mínima quantidade de chuvas. Essas plantas surpreendem pela capacidade de camuflagem na natureza, com seu formato de pedras encantam colecionadores do mundo todo.

Floração

Suas flores surgem no fim do verão e início de outono em forma de margaridas que se abrem mais a cada dia durante pelo menos 1 semana. São encantadoras!

Regas

Para regar Lithops deve-se ter muito cuidado, pois elas apodrecem com regas abundantes e também podem morrer se não regadas por muito tempo. No hemisfério sul, deve-se prestar muita atenção ao clima, em lugares húmidos durante o verão, regas com espaço de 10 em 10 dias ou mais ( com 1 colher de sopa de água) é aconselhado. No inverno devem ser regadas de 20 em 20 dias (com uma colher de sopa). Sempre observando a umidade do ar e regar somente se a terra do vaso estiver totalmente seca.

Luz

Como no seu habitat natural, os(as) Lithops se localizam entre pedras, acabam recebendo a luz do sol às vezes em parte do dia, então deve-se cuidar para que elas não recebam luz solar direta e sim sombra leve, colocá-las em local bastante iluminado é o melhor a fazer.

  Lithops - Dúvidas sobre Cultivo

Obs.: Cultivar Lithops exige bastante observação, paciência e persistência.

Encontrei um texto bem interessante sobre Lithops, aqui o autor as apresenta de maneira bem detalhada, então, pode-se ampliar ainda mais o nosso conhecimento sobre essas plantinhas interessantes: “Lithops (comumente chamadas de "pedras florescentes" ou "pedras vivas") são verdadeiras plantas de mimetismo: sua forma, tamanho e cor fazem com que se assemelhem a pequenas pedras em seu ambiente natural. As plantas misturam-se entre pedras como meio de proteção [...]”

”No ambiente selvagem, habitam extensas regiões secas da África do Sul. Varias áreas nas quais estas plantas crescem recebem menos de 2 mm de precipitação por mês durante o ano inteiro[...] Lithops não poderiam sobreviver em muitas áreas em que são encontradas se não tivessem capacidade de armazenar água. De fato, quase a planta inteira se dedica a esta função. O "corpo" da planta se divide em duas folhas suculentas fundidas juntas na forma de um cone invertido. A fenda entre as folhas no topo da planta é a divisão das duas folhas. Não há caule, a raiz mestra se junta abruptamente à base das folhas. A estrutura da planta faz imaginar o ambiente áspero no qual Lithops vive: a escassez de água exigiu que as plantas se limitassem a somente duas folhas e a um sistema de raízes, pois um crescimento mais “extravagante” serviria somente para desperdiçar água. As folhas são grossas para armazenar bastante água, afim de que as plantas sobrevivam por meses sem chuva. As plantas são pequenas e baixas para reduzir ao mínimo o efeito do calor e da luz intensos de seu clima.”

“Lithops vão bem se receberem cerca de 4 ou 5 horas (ou filtrada levemente) de luz do sol direta durante a manhã, e sombra parcial durante a tarde. Uma janela ao norte geralmente é a melhor localização[...]”

“Se a planta não recebe certa quantidade de luz do sol direta por algumas horas ao dia, começam a crescer delgadas e alongadas, inclinando-se para um lado para receber mais luz. Também perdem a coloração e os lados das plantas ficam verdes. Morrerão eventualmente se uma iluminação melhor não for fornecida. Em algumas situações, é recomendável proteger as plantas um pouco da luz do sol intensa para prevenir queimaduras, especialmente nas áreas que experimentam a luz pobre durante a maioria do inverno. Isto porque as plantas perdem resistência a luz brilhante durante um período prolongado de tempo cobertas, e o brilho repentino de um dia claro fará com que elas se queimem, formando um tecido fino embranquecido de cicatriz que se forma na superfície da planta. Uma planta gravemente queimada pode ser danificada tão seriamente que pode morrer. Esta é a razão pela qual se deve expor as plantas à luz brilhante gradualmente, durante vários dias se estiveram sob luz fraca por certo tempo. Especialmente para plantas recém compradas.”

“A rega é outra consideração importante e que deve ser considerada. Lithops tem um ciclo anual definido de crescimento. Entretanto é importante regar somente em certas etapas do ciclo, e manter o solo seco em outras etapas de seu crescimento. Não desanimar se as sugestões para regas parecem muito extensas e confusas a princípio. Pois, uma vez que se intere de como funciona o ciclo de crescimento, haverá maior conhecimento de quando regar as plantas e que é um procedimento simples.

Lithops são plantas perenes que desenvolvem um novo par de folhas a cada ano[...] Começam a crescer durante a troca de folhas, continuam através do inverno e primavera. No fim da primavera ou no começo do verão, as plantas começarão a entrar no período de dormência. No habitat, é necessário que sua sobrevivência se recline durante o longo período de calor intenso e de pouco ou nada de chuva, utilizando a água armazenada previamente no último verão. “Com a aproximação de dias mais frescos e mais curtos do outono, as Lithops crescerão novamente.”


1) durante os meses de verão, as Lithops chegam a ficar inativas[...] As plantas requerem pouco ou nada de água quando estão inativas. Rega freqüente durante este período as faria quase que certamente decompor-se. Porém se um murchamento proeminente ocorre durante o verão, é seguro dar apenas água para restaurar o aspecto firme da planta. Regue ligeiramente somente uma metade de polegada do solo, para não encharcar. Nunca regue profundamente quando as plantas estão inativas.

2) no outono, as plantas começarão a crescer. A primeira mostra de crescimento se nota quando a fenda entre as folhas começa a abrir-se e nos dias seguintes, um botão aparecerá através desta e logo depois uma flor branca ou amarela se revelará. As flores de muitas espécies de Lithops têm um perfume doce. Se uma planta não floresce no primeiro ano, talvez não esteja ainda adulta. Lithops geralmente devem ter de 3 a 5 anos de idade antes que comecem a florescer[...] Enquanto que a fenda entre as folhas se separa, um novo par de folhas surge. Uma planta mais velha, aumenta de tamanho na divisão e começa produzindo dois pares de folhas novas, essa planta então terá dois " corpos " unidos a um sistema de raízes. Algumas plantas de coleções têm tanto dez ou mais corpos por planta, mas leva muitos anos para desenvolver uma planta deste tamanho.


É importante deixar o solo secar totalmente entre as regas: não se deve, todavia estar molhado quando se regar outra vez. A mistura do solo deve ser de um tipo que drene e seque rapidamente. Um solo empapado ao redor das plantas por dias deve-se evitar para prevenir a putrefação. Regas freqüentes devem ser diminuídas depois do período de floração.

3) durante os meses de inverno, as plantas crescem; os novos corpos aumentam de tamanho e as velhas folhas externas começam a murchar. Nenhuma água se deveria dar durante o inverno... O solo deve estar seco não importa se murchas estiverem as plantas. O novo corpo se alimenta da água armazenada nas folhas velhas para continuar o crescimento, não se deve tirar essas folhas até que estejam secas, como cascas. Para as Lithops não é aconselhável exposição mais baixa que 5°C, mas, também podem suportar até 0°C [...]

4) o novo corpo continua extraindo a água e o alimento armazenados nas folhas velhas até que elas se reduzam a cascas secas. Estas cascas podem ser então tiradas facilmente da planta. No momento em que as plantas alcançarem esta etapa, é seguro começar as regas para deixar as plantas aumentarem seu crescimento. Comece regando ligeiramente, aumentando a quantidade de água gradualmente, até meados da primavera. Esteja certo de que o solo fique seco entre as regas. Reduza a rega quando o calor e os dias longos de verão se aproximam do fim, permitindo que as plantas se preparem para seu período inativo.

“Uma sugestão de lugar ideal para as Lithops é agrupar as plantas em um vaso em forma de prato, entremeado com pedras redondas de vários tamanhos e cores. As plantas então podem exibir sua natureza de mimetismo e se tornam quase indistinguíveis das pedrinhas. Potes ou vasos de cerca de 3 - 5 polegadas de profundidade se recomenda para não proibir as raízes de crescerem adequadamente. Certifique-se de que os furos de drenagem sejam proporcionados para o vaso. Utilize uma mistura de drenagem rápida do solo (uma mistura de solo para cactos e suculentas deve ter areia agregada em proporção de cerca de 2 porções de mistura de areia para 1 de solo). Plante as plantas com espaçamento, fazendo um buraco no solo para acomodar a raiz mestra e para baixar a porção do corpo. Coloque as plantas no solo de modo que cerca de 3 quartos da altura da planta permaneça sobre o nível do solo para permitir que a planta "respire"[...] Se espalha a terra ao redor da raiz mestra cuidadosamente. Fixe alguns pedriscos entre as plantas e finalmente derrame uma camada fina de areia grossa ou pedriscos ao solo exposto. Algumas plantas parecerão ter desaparecido de vista entre as pedrinhas.(nota - plantar Lithops em terrários não é recomendado devido a umidade extrema).
As ácaros são as pragas que atacam as vezes as Lithops. Seu tamanho pequeno os deixa passar despercebidos, mas o dano que causam pode-se perceber como pontos pequenos de tecido fino branco de cicatriz na superfície da planta. Qualquer inseticida usado para controle de ácaros que for seguro para a maioria das plantas de interior se pode utilizar.” (ROWLETTE).

Através de pesquisas e experiência própria descobri que se regarmos muito no inverno as Lithops crescem alongadas e não florescem no outono. A baixa luminosidade e água excessiva prejudicam o desenvolvimento normal dessas plantas e ainda perdem seu formato de pedrinhas.

BIBLIOGRAFIA:

ROWLETTE, Nick. A Guide of Lithops Cultivation. Disponível em:
http://www.lithops.info/.


Um vídeo que mostra os tamanhos e cores dessas pequenas plantas:












Algumas perguntas e respostas sobre cultivo de Lithops que reuni ao longo do tempo. São em sua maioria, orientações de vendedores e cultivadores.

1. Tem uma espécie de farinha nas raízes, como combater?

É uma das pragas mais comuns não somente em Lithops, mas em outras plantas suculentas. Para controle usar Malathiol com óleo mineral misturados na medida indicada pelo fabricante. Desenterre as plantas que estão com esse inseto, lave as raízes com água e depois lave-as com essa solução. Outra maneira menos agressiva de tratar sem desenterrá-las seria regar as plantas com a mesma solução abundantemente, de forma que chegue até as raízes, e após 15 dias aplicar novamente. A solução com óleo e Malathiol fará com que essa farinha aparentemente impermeável, fique molhada.

2. Como regar Lithops no verão? Qual a melhor maneira?

No verão pode-se regar 3 vezes por semana e, de preferência, pela manhã, para que a tarde estejam secas. Lithops gostam de ficar secas a maior parte do tempo, mas é necessário observar o local em que elas ficam e adaptar as regas ao local. Um bico na mangueira com a forma de cone e com bom fluxo de água e raio de cobertura será o ideal para uma maior quantidade de plantas em local onde bata sol e calor. Se houver poucas plantas, borrifos de água nos vasos é o mais indicado.

3. Inseto bem pequeno e vermelho nas plantas. O que fazer?

Devem ser pulgões. Use um inseticida.

4. No momento da troca de folhas, as plantas estão muito alongadas. É normal?

Durante a fase de troca de folhas, as que estão se formando realmente são um pouco mais alongadas. Melhor esperar elas acabarem de absorver as folhas velhas e ver se elas não engrossam. Uma adubação esporádica com formulação NPK 04-14-08 mais micronutrientes é recomendável. Use a metade da indicação do rótulo. Se elas sofressem por falta de luz, não ficariam somente alongadas, mas também com as cores mais fracas.

5. É bom dar fertilizante para as mudinhas de Lithops?

As mudinhas nesse estágio têm bastantes reservas para crescer no substrato, portanto, não precisaria. Mas, se for colocar use bem pouco.

6. Qual a melhor época para semear Lithops?

Os melhores índices de germinação são alcançados quando as sementes são semeadas durante a lua crescente no mês de fevereiro.

7. Como semear Lithops?

O substrato pode ser o mesmo usado para plantas adultas: 2 partes de areia de rio peneirada para 1 parte de terra de jardim peneirada. Areia e terra devem ser esterilizados no forno por 30 minutos.

- Use vasos pequenos, pois elas demoram a crescer e gostam de viver juntas durante pelo menos um ano.

- Coloque pedras no fundo do vaso. Coloque o substrato e ponha o vaso dentro de um recipiente com água para encharcá-lo até que a água apareça na superfície e coloque uma camada de areia passada por uma peneira bem fina (1 mm).

- Pegue uma folha de papel e dobre ao meio, coloque as sementes nessa folha de maneira que fiquem no vinco que se formou com a dobra e bata gentilmente na folha para que as sementes deslizem e caiam no substrato.

- Faça uma cobertura com areia que não ultrapasse o tamanho da semente, quase como um pó, e coloque em um local que não bata sol direto, mas que tenha bastante luminosidade.

8. Como regar as mudinhas de Lithops recém-nascidas?

As sementes podem germinar em uma semana e devem ser regadas sempre que a superfície mostrar sinais de que está secando. Elas só vão adquirir alguma resistência a seca depois da formação das folhas definitivas o que deve acontecer em um mês, mas mesmo assim continue molhando as plantinhas mais frequentemente que as adultas por até um ano, quando então podem ser transplantadas para um vaso definitivo.

9. Semeei Lithops e as sementes estão germinando aos poucos, mas há um limo verde se alastrando sobre a areia na superfície da sementeira. Devo me preocupar?

Não há o que se preocupar, é normal, isso é sinal de que existe umidade suficiente para as mudas e se as plantas estão germinando, está tudo certo. Importante é garantir que não falte água nesse período inicial. Logo, as plantas terão seu par de folhas definitivo e assim a quantidade de água poderá ser um pouco diminuída.

10. Mudas de Lithops que ainda não tem 1 ano de vida devem ficar mais secas no outono-inverno igual às adultas? E com temperaturas mais quentes por serem mudas?

Realmente é hora de diminuir as regas para que as adultas mudem de folhas. Porém, as mudas devem ser deixadas no mesmo local que as adultas mesmo com o frio. Lithops suportam temperaturas próximas dos 0°C se estiverem secas, mas as mudas não suportam muito tempo de seca. Quando fizer um pouco de calor regue pela manhã para que seque até a noite. Vaporize para que a água penetre apenas na superfície do substrato, já que as mudas não têm mesmo raízes longas e assim poderão aproveitar essa umidade.

Veja também: Lithops - Álbum de fotos

Scadoxus

scadoxus multiflorus cultivo

Scadoxus multiflorus (Coroa de Moçambique, Coroa de Rei, Flor de Natal)


Scadoxus é um gênero botânico pertencente à família Amaryllidaceae. Scadoxus costumava ser incluído no gênero Haemanthus, mas agora é considerado um gênero distinto. Scadoxus foi nomeado por Rafinesque, que comentou em"umb. glor.", o que poderia significar ‘guarda-chuva glorioso’, o que é muito adequado. No entanto, em Grego doxus quer dizer glorioso, mas sca quer dizer oculto/obscuro. O nome específico multiflorus em Latim quer dizer muita florescência, e katharinae é em homenagem a Katharine Saunders, conhecida artista botânica. Seu nome anterior, Haemanthus, traduz-se por flor de sangue, de haima, sangue, e anthos, uma flor (grego), referindo-se à cor da espata e filamentos em algumas espécies de Haemanthus.


Scadoxus multiflorus ssp katharinae é uma planta vivaz rizomatosa perene, produzindo até nove folhas por estação, cuja folha tubular forma na base um pseudocaule, um caule falso formado por um revestimento de proteção na base das folhas que se sobrepõem hermeticamente e são pressionadas uma contra a outra. O pseudocaule é robusto e suculento com um diâmetro de até 25 mm, e normalmente tem pintas roxas, mas pode ser liso e quase branco.
As folhas são grandes com nervura central distinta, finas texturas e uma margem ondulante. Elas cercam o pseudocaule dando uma forma total única e simétrica. As folhas de uma planta bem cultivada podem alcançar 70 cm altura com uma extensão de até 110 cm.
A espetacular floração é um enorme guarda chuva esférico consistindo em até 200 flores, mantido afastado da folhagem no fim de um caule solitário. Cada planta produzirá uma única flor a cada ano (com raras exceções). Uma florescência pode alcançar um diâmetro de 25 cm e uma altura de 110 cm. Cada flor é vermelho-cor-de-laranja com estames carregados de pólen amarelo nas anteras. A soberba florescência dura de 1 a 2 semanas. Florescem do final da primavera a ínicio do verão (dezembro-março). As sementes desenvolvem-se no ovário inferior, no qual são visíveis como uma inchação no talo abaixo da flor, na extremidade do pedúnculo. Este se expande para formar uma baga verde que se tornará escarlate, visto que amadurece durante o inverno-primavera (Julho-Setembro). Estas bagas decorativas podem permanecer na planta por até 2 meses.


Scadoxus multiflorus

Um dos mais belos bulbos ornamentais cultivados, este nativo sul africano pode ser encontrado em todas as regiões da África tropical, exceto nas muito secas. Elas são amplamente distribuídas em planícies de florestas montanhosas, margem de florestas ou pastos ao ar livre e são muito comuns sob sombra de árvores nas margens de rios.
A Scadoxus multiflorus ssp katharinae é uma planta perene, vivaz, que cresce no verão, requer semi-sombra e florescerá mesmo em bastante sombra. Tem período de dormência no inverno. É sensível à geada e não é recomendado o cultivo ao ar livre em áreas frias com temperatura mínima de -1 a 4°C.
Os rizomas de Scadoxus são plantados um pouco abaixo da terra e é melhor deixá-los intocados na mesma posição por muitos anos. O solo deve ser bem drenado, rico e leve, com bastante terra vegetal ou terra bem fofa. A Scadoxus multiflorus gosta de água abundante quando em crescimento ativo, mas não gosta de solo encharcado. No inverno ela não tem problemas para sobreviver aos invernos úmidos, se posicionada em solo bem drenado. São plantas que crescem bem em grandes grupos embaixo de árvores, onde elas não parecem se importar em competir com as raízes das árvores.

Sementes Scadoxus multiflorus
A propagação é por sementes e brotos. A semente deve ser semeada logo que amadurece. Isso não significa necessariamente que as bagas devem ser removidas logo que se tornam vermelhas. Se elas não estão sob a ameaça de aves, ou crianças curiosas, as sementes podem ser deixadas sem danos até começarem a se mostrar franzidas, o que deve acontecer perto do início da primavera. Limpe a polpa com cuidado, pois as sementes são macias e suculentas. O melhor é friccioná-las ou descascá-las. Plante em uma mistura de solo bem drenado e ponha-as na luz, pressione a semente suavemente na terra, não cubra mas deixe o topo visível ou com uma leve camada de terra. Mantenha a umidade mas não encharque. Flores podem ser esperadas do terceiro verão em diante. Os brotos devem ser removidos depois da floração, no outono, e replantados imediatamente.

Tenha cuidado com as lagartas perfuradoras do Lírio Amaryllis que podem provocar graves danos na planta inteira. Lesmas e caracóis também podem danificar a folhagem.
Estas plantas são venenosas. O gênero Scadoxus contém muito alcalóide, são plantas altamente tóxicas. Duas espécies, Scadoxus multiflorus e Scadoxus cinnabarinus, são conhecidas por serem usadas em Camarões, Gabão, Angola e na República Centro-africana junto com várias outras plantas, como um forte veneno. O bulbo também é usado para tratar hidropisia, sarna e feridas mal curadas.
Fonte: Wikipédia

Veja também: Facilitar floração de Scadoxus todos os anos
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